domingo, 26 de fevereiro de 2012

A moda da desvalorização da mulher parte 4 'Valorizar o que importa'

Tenho 22 anos, e moro em Natal com minha mãe há alguns anos. Morei com minha bisavó até os 11 anos. Sou obreira desde os 16, e morei com o meu pai durante 5 anos viajando pelo Brasil inteiro. Não era fácil, pois eu e minha madrasta não éramos amigas.
Meu pai foi obreiro por uns 5 anos. E descobrimos que por todo esse tempo em que esteve na obra usava drogas, bebia e traía minha madrasta. Foi um “baque” para aquela família de obreiros. Meu pai saiu de casa, então, resolvi vir morar com minha mãe, com quem havia morado quando eu tinha 1 ano e 9 meses de idade. A adaptação foi difícil, pois eu nunca tive uma qualidade de vida boa; apesar disso, eu sempre tive comida na mesa e uma linda casa. Meu pai sempre foi assim: usava calçados caros, e nós os mais baratos; comprava roupas caras, e para nós, quando dava, ganhávamos roupas baratas.
Meu pai não somente não me dava nada, como ainda conseguia tirar a alegria de dentro de mim por tanto desprezo. Sempre foi assim: ELE, ELE, ELE. E é assim até hoje!!! Eu me entristecia por nunca ter a minha mãe ao lado, mas eu me entristecia ainda mais por não ter pai, quando todos pensavam que eu tinha.
Mesmo na IURD, e mesmo como obreira, eu era triste. Ficava tentando simplesmente entender o que se passava na cabeça desse pai. Até que um belo dia encontrei o meu Pai, meu Paizinho, o Senhor Jesus (21.04.11).
NUNCA me senti tão amada, tão cuidada… E protegida! Que alegria! Com certeza melhor do que a sensação que aquela criança adotada sente. O Pai perfeito. O Seu carinho e cuidado são maravilhosos! Ele é justo, sincero e sensível a todas as minhas necessidades. Ele cuida dos seus filhos como nenhum outro pai nesse mundo cuidaria, ainda que muito cuidadoso.
É disso que nós precisamos: desejar mais do que tudo sermos chamados de filhos por Ele. Imagina! Porque demorei tanto para enxergar isso? Ele sempre tão perto! Um Pai que não somente nos dá o que precisamos, mas que também deu a Sua vida.
Isso sim é amor. Porque eu sofreria ou me entristeceria? Porque tenho que ralar pra pagar meu curso, enquanto meu “pai” poderia pagá-lo para mim? Não, mil vezes não! Quero mesmo é agradecer ao meu Paizinho por me dar saúde, inteligência e coragem, e por estar a todo momento comigo.
Um dia eu vou olhar para trás e vou ver todos os cuidados do Senhor Jesus comigo: as bênçãos que consegui, de ter me formado; pois, acima de tudo, sou filha de Deus.

A moda da desvalorização da mulher part 3-'Conhecer-se'


Eu já havia sido selada com o Espírito Santo quando passei pelo o que escrevi no post anterior. Ele estava em mim, só que sujeito ao meu próprio espírito, já que pela imaturidade da minha fé naquela época, eu agia muitas vezes pela emoção, baseando-me no que os olhos viam. Este é um dos nossos defeitos humanos… Temos dificuldade de crer sem ver, sem tocar, sem ter uma prova concreta daquilo que a Palavra diz.
Você vai à Igreja, e a Palavra de Deus, pregada do Altar, fala diretamente com você, só que ao sair dali, vêm aqueles pensamentos antigos de que você é isso e aquilo, ou comentários fúteis que você tem o desprazer de ouvir a respeito de si, de como se veste ou de como ainda está solteira nessa idade, e sabe o que acontece? Você esquece aquela Palavra de Deus e dá espaço para aquelas outras palavras que vieram depois, palavras tais que não vieram de uma fonte confiável, pelo contrário, será que tem alguém nesse mundo que pode ser mais confiável do que o próprio Deus?
Embora saibam disso, muitos não usam esse raciocínio. Vivem ansiosos, chorando pelos cantos, se achando fracos, enquanto Deus já nos deu todas as ferramentas para tirarmos força de nossas fraquezas: o Espírito Santo, por exemplo, é a principal dessas ferramentas. Ele é o Espírito de Deus em nós. Você consegue imaginar isso? Ter o Espírito de Deus, Todo Poderoso, Magnífico, Criador dos céus e da terra, Rei, Onipotente e Onisciente? Acho que não, pois se tivesse realmente essa consciência não iria ficar se xingando diante do espelho.
Foi assim que eu comecei a mudar. Comecei a deixar que esse Espírito, através da Palavra de Deus, me moldasse. Se a Palavra dEle diz que sou forte, então é porque sou forte, não interessa o que eu penso a respeito. Se Ela diz que eu sou herdeira do Pai (Romanos 8:17), filha do Rei (Salmo 82:6), escolhida a dedo (Isaías 45:4), menina dos Seus Olhos (Deuteronômio 32:10), presente de Deus para o meu marido (Provérbios 18:22), a mais linda entre todas as mulheres (Cantares 6:1)… Porque me desvalorizar? Porque me achar feia, fraca, boba, pequena, incapaz, enfim, tudo o que é negativo que normalmente pensamos de nós mesmos?
É aí que você começa a entender que não é qualquer um, ou mais um rosto na multidão. Se você acreditar na Palavra de Deus de todo o seu coração, toda a sua alma e todo o seu entendimento e permitir que o Espírito de Deus flua através de você, não há nada nesse mundo que possa lhe desvalorizar!
Então, que venham os comentários negativos e as críticas, pois assim como vêm, voltam, não conseguem achar lugar de moradia em você, já que onde as inseguranças moravam, agora existe um outro entendimento da pessoa que você é. É por isso que eu sempre digo: ‘O dia em que conheci o Senhor Jesus foi o dia em que eu me encontrei’.
E tem mais, quem critica você, critica o próprio Deus, e aí já viu, né? “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hebreus 10:31

A moda da desvalorização da mulher part 2- 'Como suprir?'


São muitas as ‘necessidades’ do ser humano. É claro que nós precisamos de saúde, alimento, água, teto para morar, trabalho, amizades, família, amor, carinho, atenção, valor, etc… Todos nós temos o direito de ter tudo isso e muito mais – a questão é, para termos tudo isso de forma que supra as nossas necessidades, não basta somente tê-las… Está aí a raiz de muita infelicidade.
Muitos têm essas coisas  e continuam amargurados e insatisfeitos. Isso quer dizer que essas ‘necessidades’ não conseguem ser tudo para fazer alguém realmente feliz.
O Senhor Jesus, que é o criador da verdadeira felicidade, disse o seguinte:
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.” Mateus 4.4
Muitas pessoas me escrevem diariamente. Umas pedindo orientação, outras agradecendo, e algumas até reclamando. Eu aprecio a confiança de todos à minha pessoa, até aquelas que desabafam comigo suas frustrações interiores que acabam sendo comentários maldosos e de ataque. Se elas escrevem para mim é porque tenho chegado até elas, e só isso já me dá muita satisfação. Mas, o que poucas não reconhecem é a fonte de tudo que leem aqui e em meus livros.
Até entendo, já que eu também, por muito tempo, fui leiga a respeito da Palavra de Deus. Grifava tudo, lia diariamente, e Ela sempre falava comigo, mas havia coisas que não eram verdadeiramente compreendidas e, por isso, vivi frustrações comigo mesma por várias épocas da minha vida. Sabia o que a Palavra de Deus dizia, mas, às vezes, parece que o saber e o reconhecer são totalmente opostos um ao outro. Foram nessas épocas que chorei muito, guardava comigo diários deprimentes, reclamava do meu marido, do meu filho, da minha aparência, das decepções com amigas, enfim… Era como uma criança espiritual. Não sabia usar a fé nem manejá-la bem.
Lembro-me das vezes que orava a Deus e, ao mesmo tempo, sentia pena de mim mesma… Ah, que fé emotiva, ridículo! Hoje, quando me lembro dessas épocas, fico pensando o quanto mudei e amadureci. Até aparento mais nova e mais bonita!
E tudo isso porque dei lugar à Palavra de Deus. Eu A deixei me moldar e me suprir, e Ela, por sua vez, me realizou em todos os sentidos. O interessante é que eu já tinha tudo da lista acima (amor, família, carinho, atenção, teto, saúde, etc). Ou seja… Não adianta ter tudo, se a Palavra de Deus não faz a diferença em sua vida.
Através da Palavra de Deus, o ser humano adquire sabedoria, confiança e tudo que ele precisa para manter as suas ‘necessidades’. Aí sim… Ele consegue se valorizar como planejado originalmente em sua criação.
Como usá-la então? Volte amanhã e continuaremos esse assunto.

A moda da desvalorização da mulher part 1 'Tenho que ter'

 

(continuação do post anterior)
“Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de joias preciosas.” Provérbios 31:10
Há mulheres que não aguentam mais ler e ouvir falar desse versículo, só que se o número de vezes que lemos e ouvimos falar dele funcionasse, tudo bem; o problema é que a maioria das mulheres não tem a menor noção do que esse versículo quer realmente dizer!
Ora, se eu que escrevi um livro sobre esse capítulo de Provérbios ainda consigo ouvir Deus falar é porque há muitos segredos contidos ali, e por isso, quem quer que o seu valor exceda ao de joias preciosas precisa se interessar em meditar nisso. Veja que o valor dessa mulher não é semelhante às joias, isto é, não tem nada a ver com o que ela tem fisicamente.
Quantas mulheres vivem se desvalorizando porque não têm isso ou aquilo em suas mãos… Isso é muito triste, pois o nosso valor nunca e jamais virá do exterior. Embora todos saibam disso na teoria, na prática é como se não tivessem noção do que isso realmente significa.
Complete a seguinte frase e a responda no comentário abaixo:
Por que tenho que ter ____ para ser feliz?
Duvido que você tenha uma razão sólida para a conclusão que o seu coração deu a essa pergunta, mas estarei aguardando seus comentários. Amanhã estaremos escrevendo mais a respeito.

A moda da desvalorização da mulher


Não adianta tantos amigos no Facebook e tantos comentários em suas fotos, a verdade é que ela continua sozinha, pensativa e triste na maioria do tempo. É claro que ninguém vê isso, na frente de todos ela é uma jovem bacana, cheia de vida, cheia de boas conversas, tem até uma maturidade exemplar para sua idade… Todos a admiram, só que ela mesma não consegue sequer se olhar no espelho direito. Parece que ninguém está aí para ela, parece que não há amigos de verdade, parece que nem mesmo o amor quer existir em sua vida. Chega aquela hora do dia e as memórias das decisões erradas que ela tomou no passado a atormentam. A noite demora a passar e quando a manhã chega, ela preferiria não acordar nunca mais.
Ah se essa jovem soubesse o seu valor… Só quem não reconhece o seu valor próprio vive assim tão amargurado. Eu vejo jovens assim quase todos os dias nas ruas, nas esquinas, no ponto de ônibus, numa roda de amigas, namorando, lendo… Enfim, desvalorizar-se hoje em dia é moda.
É como se o número de amigos que temos determinasse o nosso valor, e a máscara que usamos fosse mais importante do que a nossa verdadeira face.
Vamos dedicar essa semana para escrever sobre o nosso valor feminino. Se você conhece uma amiga que tem passado por essa maldita moda da desvalorização da mulher, convide-a para ler os blogs desta semana, e quem sabe vocês possam até se reunir num chá de amigas no próximo fim de semana só para falar sobre o assunto e ajudar uma a outra? É só uma ideia :)